Fevereiro 3, 2009

Mudança!

Mudei de casa, mudei pra cidade grande!

Brincadeira. Continuo em São Paulo. Mas agora moro em Pinheiros! Sabe aquela sensação de sair de casa e em 15 minutos estar no trabalho? Ou sair a pé pra jantar na casa de amigos que agora são vizinhos? Eu não conhecia! :-)

Três dias na casa nova e já sinto a mudança:

  • Sábado almoço/lanche com vizinhos
  • Ainda sábado reunião com amigos em casa
  • Domingo almoço com outros vizinhos amigos
  • Segunda pedalando pro trabalho com calma
  • Ainda segunda jantar com vizinhos a pé
  • Terça pedalando pro trabalho em 20 minutos

E é só o começo.

A propósito, to vendendo meu carro.

Janeiro 15, 2009

Humanizar pra que?

Márcia voando na Imigrantes

Márcia voando na Imigrantes

Não quero mais passar por isso

Não quero mais sangue nas ruas

Não quero mais sentir medo

Não quero mais me preocupar

Não quero mais essa cidade do motor

Não quero perder mais amigos

Não queria perder nenhum amigo, muito menos de forma tão cruel e injusta

Não quero pensar que poderia ser eu, você, qualquer um de nós. Somos todos muito frágeis e as vezes nos esquecemos disso.

Não existem acidentes de trânsito. Coisa que sempre me falaram e nunca fez tanto sentido. Não esquecerei do abraço que trocamos no ano novo, confortável, confortante, sincero. Impossível não ficar chocado, impossível não derrubar lagrimas. Impossível não querer lutar e brigar e reinvindicar ainda mais nossos direitos!

Não passará em branco, não será esquecida, não seremos esquecidos.

Eu quero paz…

AÇÕES e OUTRAS HOMENAGENS

Nessa quinta, 15 de janeiro de 2009, a partir das 18h00, na Praça do Ciclista, haverá uma homenagem a Márcia Regina de Andrade Prado, com a presença de familiares. Será uma homenagem e não um protesto. Será a oportunidade de darmos nossa força para a família e dizer que faremos de tudo para que sua passagem pela terra não tenha sido em vão.

Já na sexta, dia 16, haverá uma Bicicletada extra, em memória da Marcia. Para nossa tristeza, infelizmente uma Ghost Bike vai aparecer na Paulista, para lembrar a todos os motoristas, que a via é de todos. O horário e local será o de sempre, Praça do Ciclista, a partir das 18:00.

Luto pela morte de ciclista – 1
Luto pela morte de ciclista – 2
O motor venceu
Sempre Márcia
Sua pressa vale uma vida?
Vivemos a guerra, aqui na cidade
Fique em paz, Márcia
Márcia será sempre a nossa primeira dama
Guerreira do asfalto
Vida de ciclista
Cicloativistas paraenses realizam Bicicletada Márcia Prado, contra a violência no trânsito
Ciclista Márcia, presente!
Protesto dos ciclistas na Paulista

Dezembro 22, 2008

Vazio

Domingo,

Bicicleta quebrada.

DVD quebrado, tudo errado.

Sem animo, sem conserto ou concerto, literalmente…

Ano estranho… 4 empregos, muitos “amigos”, muita gente, muita coisa. Tanta coisa que nem parece um ano, sei que é cliche mas eu nunca tive essa sensação de que 3meses atrás foi ha um ano. E meu ano pode ser quase resumido nesse domingo… strange loops.

Acordo animado, canto sozinho, não ligo pro céu despencando lá fora. Assisto um filme, alugo outros.  Final de tarde e não fiz porra nenhuma, nada.

Tinha show da Scrutinizer hoje, mas o animo que eu tinha para cantar sozinho hoje de manhã, ou pra sair sozinho no começo do ano, sumiu… e o DVD deixou de funcionar, 3 filmes pela metade, perfeito pra terminar o domingo e o ano.

Dezembro 11, 2008

Humanização

Voltei de trem, peguei minha bicicleta no bicicletário e vim pra casa pedalando como sempre faço. Vi uma pessoa caminhando sozinha na mesma direção. É uma avenida que eu considero meio perigosa, falta iliuminação em alguns pontos e eram 23 horas. Enfim, resolvi conversar e perguntar se ela não achava perigoso andar por ali sozinha, já que eu mesmo só passo esse horário por ali de bicicleta.

Dei “Boa noite”, automaticamente ela virou pro lado e atravessou a rua. Eu atravessei logo depois e pedi desculpas, expliquei o porque dei boa noite e conversamos por 10 minutos, ja que seguiamos pelo mesmo caminho.

Antes de continuar a história. Eu ha algum tempo tenho pensado na forma como as pessoas interagem na rua, como vivemos isolados do mundo, juntos porém distantes. Dar boa noite para um estranho na rua nem pensar.

Voltando. Eu fiquei bem feliz por ter conversado com ela, por ter quebrado essa “barreira” cultural, a bolha. Mas depois da conversa voltei pra casa pensando naquilo e uma coisa não me saia da cabeça: a reação dela.

Quando dei o boa noite, foi automático: ela me olhou assustada, pulou pra rua e atravessou. Quando viu que eu apenas queria uma conversa amigavel ela meio que desabafou. Com o olhar ainda assustado me falou porque atravessou correndo e como ela faz isso frequentemente. Isso me deixou triste… o saldo foi positivo, talvez ela pense nisso tudo também e de qualquer forma consegui quebrar a bolha. Mas é deprimente saber como as pessoas vivem assustadas, como qualquer tentativa de interação e socialização pode espantar…

Precisamos humanizar as cidades.

Outubro 22, 2008

Meu pé meu querido pé…

… que me agüenta o dia inteiro!

Misture pedal-clip com ir pedalar na Paulista no primeiro dia. Coloque cambio com defeito na mistura e, pimba, você tem os ingredientes certos para um tombo, uma luxação e um pé engessado! :o )

Enfim, como disseram na lista da bicicletada

Basta estar andando para cair. Essa é a lei.

Obey the law!

Outubro 17, 2008

it’s hard…

… hard not to sit on your hands
And bury your head in the sand
Hard not to make other plans
and claim that you’ve done all you can all along
And life must go on

It’s hard, hard to stand up for what’s right
And bring home the bacon each night
Hard not to break down and cry
When every idea that you’ve tried has been wrong
But you must go on

It’s hard but you know it’s worth the fight
’cause you know you’ve got the truth on your side
When the accusations fly, hold tight
Don’t be afraid of what they’ll say
Who cares what cowards think, anyway
They will understand one day, one day

It’s hard, hard when you’re here all alone
And everyone else has gone home
Harder to know right from wrong
When all objectivity’s gone
And it’s gone
But you still carry on

’cause you, you are the only one left
And you’ve got to clean up this mess
You know you’ll end up like the rest
Bitter and twisted, unless
You stay strong and you carry on

It’s hard but you know it’s worth the fight
’cause you know you’ve got the truth on your side
When the accusations fly, hold tight
And don’t be afraid of what they’ll say
Who cares what cowards think, anyway
They will understand one day, one day.

Outubro 9, 2008

O piano do Pateo

Como foi:

Esqueci de comentar, esses pianos fazem parte do projeto http://www.pianosderua.com.br/

Outubro 9, 2008

No centro de São Paulo

Graças à bicicleta(da) estou (re)descobrindo a cidade onde moro. Saí daqui com 8 anos e voltei com 20.

Quando vi as primeiras fotos da bicicletada (a de junho de 2008 se não me engano) e vi aquele bando de loucos com suas bicicletas na praça da Sé eu senti que queria estar lá no meio. Na minha primeira bicicletada pedalei em cima do Minhocão às 22h00, quando não existem carros, apenas pessoas (moradores de rua, trabalhadores voltando pra casa, etc.) Passar de bicicleta e ver as pessoas que moram na rua é muito diferente do que eu estava acostumado a ver quando passava de carro.

Explico, de carro você passa com o vidro fechado, rápido e com o som ligado, conseqüentemente você você não presta (ou finge não prestar) atenção no que acontece alí. De bicicleta toda essa realidade fica exposta da maneira mais crua possível.

Ontem combinei de me encontrar outros loucos para pedalar. Nos encontramos às 20h00 na praça do ciclista (Paulista X Consolação), mesmo com o frio de 13 graus reunimos 6 ciclistas. Fomos rumo ao centro da cidade (sem um destino certo, apenas descemos).

Pedalamos pelo Anhamgabaú, Bovespa, Pateo do Colégio, Liberdade, etc. Nessa pedalada nos divertimos, gritamos, corremos, brincamos e quando estavamos no Pateo fizemos música. Explico, quando chegamos lá, tocamos o sino várias vezes. Um policial apareceu e, brincando, falou que deviamos tocar apenas uma vez o sino. Depois de algumas risadas ele perguntou se alguém ali tocava piano, e apontou para o canto do Pateo onde estava um piano coberto por um plástico.

Corremos até lá e em menos de um minuto uma das pessoas que estava com a gente ja estava sentada e tocando. Eu também toquei um pouco, e enquanto eu tocava apareceu um senhor com um violão e improvisamos (ou tentamos improvisar) um blues.

Eu poderia ficar a noite toda, mesmo com aquele frio, tocando piano e escutando aquele “louco” com seu violão. Foi simplesmente mágico. Nosso passeio, que já estava muito divertido, foi único.

Setembro 30, 2008

Quando você vai de bike…

… podem até te ligar no meio do caminho dizendo que a reunião/aula/whatever foi cancelada(o) que mesmo assim você da meia volta, abre o sorriso e pensa:

“Que bom, estou pedalando!”

Já de carro (ou mesmo de ônibus/metro/transporte público em geral) isso geralmente acarreta em uma cara feia e mal humor repentino.

Agosto 29, 2008

a volta, a ida e a bicicletada!

Hoje é dia de bicicletada!

Eu prometi que contaria sobre a volta do meu desafio anterior, e conto. Resumidamente, mas conto :-) .

Foi muito divertido pedalar entre os carros parados na Av. Giovanni Gronchi e na João Dias. Pegar a Marginal às 8:30 da manhã (sentido interlagos) também foi super tranquilo!

Tão tranquilo que hoje, dia de bicicletada, eu fiz o mesmo caminho e agora estou esperando para me encontrar com o pessoal do Bonde do Butantã para subirmos a Rebouças tendo a Paulista como destino!

Visitem o site e apareçam na praça do ciclista às 20h :)