Para deixar mais claro, odeio boas livrarias.
Hoje fui numa que eu considero boa. Minha intenção era dar uma olhada nuns livros sobre a Europa e eventualmente comprar um. Eu sou completamente impulsivo, ainda mais se tratando de livros. Comprei dois, um gringo e outro nacional.
Mas esse é só o começo, afinal eu sempre faço isso. Sempre entro pra olhar livros e compro mais do que deveria. O problema é que eu estava com um amigo que assim como eu adora música. Fomos dar uma olhada na sessão de CDs.
Sessão de Blues e Jazz. O cara parece que olhou pra minha cara e falou, hoje esse aí compra um CD aqui. Eu entrei e estava tocando um Jazz gostoso, tranquilo, mas eu nunca compraria aquele CD. Não deu 5 minutos e enquanto eu procurava CDs da Mahavishnu Orchestra eu reconheço a música que ta tocando.
Why don’t we do it in the road
Mas numa versão bluseira animal!
Passado o “susto”, vem a música seguinte.
Yes I’m lonely wanna die
If I ain’t dead already
Ooh girl you know the reason why
E eu, com aquela cara de bobo que mordeu a isca, vou perguntar pro cara o que tava tocando. Ele, todo sorridente, me fala The Blues White Album. Sem pensar duas vezes eu peguei o CD e comecei uma conversa animada que durou uns 30 minutos. Jazz pra cá, Beatles pra lá, Hendrix acolá, passando por Stevie Ray Vaughan e Django Reinhardt. Sobrou até pros grandes Villa-Lobos, Coltrane (a-love-supreme) e Miles! E de quebra comecei a minha coleção da Folha de Bossa Nova com Tom Jobim e Dick Farney.
Agora estou aqui no conforto da minha cama, escutando a melhor versão possível de Ob-La-Di, Ob-La-Da.
São 10 faixas do clássico White Album dos Beatles executadas pela mesma banda mas com diferentes vocais. Destaques para Revolution (o Hammond [orgão] nessa música me deixou maluco!) e a sempre magnífica While my guitar gently weeps numa versão chorada de 8 minutos.
Ob-la-di ob-la-da life goes on…
La-la how the life goes on…
Boa noite!