Dezembro 11, 2008...3:29 am

Humanização

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Voltei de trem, peguei minha bicicleta no bicicletário e vim pra casa pedalando como sempre faço. Vi uma pessoa caminhando sozinha na mesma direção. É uma avenida que eu considero meio perigosa, falta iliuminação em alguns pontos e eram 23 horas. Enfim, resolvi conversar e perguntar se ela não achava perigoso andar por ali sozinha, já que eu mesmo só passo esse horário por ali de bicicleta.

Dei “Boa noite”, automaticamente ela virou pro lado e atravessou a rua. Eu atravessei logo depois e pedi desculpas, expliquei o porque dei boa noite e conversamos por 10 minutos, ja que seguiamos pelo mesmo caminho.

Antes de continuar a história. Eu ha algum tempo tenho pensado na forma como as pessoas interagem na rua, como vivemos isolados do mundo, juntos porém distantes. Dar boa noite para um estranho na rua nem pensar.

Voltando. Eu fiquei bem feliz por ter conversado com ela, por ter quebrado essa “barreira” cultural, a bolha. Mas depois da conversa voltei pra casa pensando naquilo e uma coisa não me saia da cabeça: a reação dela.

Quando dei o boa noite, foi automático: ela me olhou assustada, pulou pra rua e atravessou. Quando viu que eu apenas queria uma conversa amigavel ela meio que desabafou. Com o olhar ainda assustado me falou porque atravessou correndo e como ela faz isso frequentemente. Isso me deixou triste… o saldo foi positivo, talvez ela pense nisso tudo também e de qualquer forma consegui quebrar a bolha. Mas é deprimente saber como as pessoas vivem assustadas, como qualquer tentativa de interação e socialização pode espantar…

Precisamos humanizar as cidades.

1 Comentário

  • Coincidentemente, hoje eu vim de ônibus.

    E uma mulher desceu no mesmo lugar que eu, e comentei que ficou um pouco longe, devia ter descido antes.

    Ai começamos a conversar e fomos caminhando e conversando até chegar no trabalho dela, que era caminho para o meu.


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