Agosto 20, 2008

a bicicleta e são paulo

Mais um capitulo.

Resolvi tomar coragem e encarar um desafio maior. Dessa vez foram aproximadamente 15km, passando pela Marginal Pinheiros (entre Interlagos e a ponte João Dias), atravessando a ponte João Dias e depois subindo (e descendo) a avenida Giovanni Gronchi até o estádio do Morumbi.

A ida foi dura, escolhi o pior horário (meio-dia). Coisa de principiante… O sol castigava e a poluição também. Mas tudo bem. A Marginal estava tranquila, mais do que eu esperava. O pior trecho foi na ponte João Dias, onde vários ônibus querem cortar da esquerda para a direita (onde estão os pontos). Mesmo assim foi tudo calmo. O único probleminha foi na Giovanni Gronchi, próximo ao shopping Jardim Sul, onde um ônibus que estava atrás de mim queria me ultrapassar. Eu seguia devagar já que tinha um caminhão parado a menos de 80 metros (e o farol estava fechado), mesmo assim o ônibus cortou para a esquerda e me fechou (pra ficar parado atrás do caminhão). Beleza.

Eu na minha ingenuidade toda passei o ônibus e o caminhão que estavam parados no farol e fui lá pra frente. Quando o farol abriu comecei a subir a Giovanni e quando olho pra trás, quem está logo ali? O próprio ônibus. Não deu outra, o cara me fechou de novo e dessa vez foi pior. Ele me fechou e 50m na frente tinha um ponto de ônibus. Ou seja, ele poderia ter ficado na direita mas quis me fechar pela esquerda pra depois encostar no ponto (à direita). Bom, lição aprendida. Esperei ele pegar os passageiros no ônibus e deixei ele seguir na minha frente. Melhor deixar ele ir na frente do que correr o risco com um motorista desses.

A volta foi bem mais calma e divertida, mas conto depois!

Agosto 15, 2008

my favourite things

Se alguém souber de onde veio a versão de My Favourite Things do John Coltrane que ta no Last.fm, por favor me avise!

Escutei por acaso um dia e pirei mas nunca achei ela. Não que as outras versões não sejam excelentes, mas aquela versão do Last.fm te deixa em outro planeta.

Agosto 12, 2008

Porque eu odeio entrar em livrarias

Para deixar mais claro, odeio boas livrarias.

Hoje fui numa que eu considero boa. Minha intenção era dar uma olhada nuns livros sobre a Europa e eventualmente comprar um. Eu sou completamente impulsivo, ainda mais se tratando de livros. Comprei dois, um gringo e outro nacional.

Mas esse é só o começo, afinal eu sempre faço isso. Sempre entro pra olhar livros e compro mais do que deveria. O problema é que eu estava com um amigo que assim como eu adora música. Fomos dar uma olhada na sessão de CDs.

Sessão de Blues e Jazz. O cara parece que olhou pra minha cara e falou, hoje esse aí compra um CD aqui. Eu entrei e estava tocando um Jazz gostoso, tranquilo, mas eu nunca compraria aquele CD. Não deu 5 minutos e enquanto eu procurava CDs da Mahavishnu Orchestra eu reconheço a música que ta tocando.

Why don’t we do it in the road

Mas numa versão bluseira animal!

Passado o “susto”, vem a música seguinte.

Yes I’m lonely wanna die
If I ain’t dead already
Ooh girl you know the reason why

E eu, com aquela cara de bobo que mordeu a isca, vou perguntar pro cara o que tava tocando. Ele, todo sorridente, me fala The Blues White Album. Sem pensar duas vezes eu peguei o CD e comecei uma conversa animada que durou uns 30 minutos. Jazz pra cá, Beatles pra lá, Hendrix acolá, passando por Stevie Ray Vaughan e Django Reinhardt. Sobrou até pros grandes Villa-Lobos, Coltrane (a-love-supreme) e Miles! E de quebra comecei a minha coleção da Folha de Bossa Nova com Tom Jobim e Dick Farney.

Agora estou aqui no conforto da minha cama, escutando a melhor versão possível de Ob-La-Di, Ob-La-Da.

São 10 faixas do clássico White Album dos Beatles executadas pela mesma banda mas com diferentes vocais. Destaques para Revolution (o Hammond [orgão] nessa música me deixou maluco!) e a sempre magnífica While my guitar gently weeps numa versão chorada de 8 minutos.

Ob-la-di ob-la-da life goes on…
La-la how the life goes on…

Boa noite!

Agosto 11, 2008

Ah, bicicleta…

Bicicleta sempre me lembra a infância. Aquele natal que todos os primos ganharam uma bicicleta para se divertir na praia! Ou aquele aniversário que você ganhou sua primeira bicicleta grande, de 18 marchas! Que emoção! Haha…

Ano passado eu me divertia, digo, trabalhava com um pessoal que ia de bicicleta para o trabalho. Eles também participavam da bicicletada. Eu morava muito longe e ia de carro. Poluindo e congestionando. Mas aquilo me fascinava. Eu sempre falava que se morasse mais perto iria de bicicleta.

O carro é capaz de estressar qualquer pessoa. O carro ou o trânsito caótico (e bizarro) dessa cidade. Eu mesmo assumo, quantas vezes fiquei nervoso por ter que esperar 10 minutos num farol?

Esse mês resolvi fazer o que deveria ter feito há muito tempo, comprei uma bicicleta e um capacete. Estou me acostumando ainda, vou para a faculdade, alugo filmes, tudo de bicicleta. Só não vou para o trabalho de bicicleta porque trabalho em casa.

Em qualquer entrevista sobre ir de bicicleta trabalhar alguém provavelmente mencionará a famosa endorfina. Liberada quando você pratica algum exercício físico, ela te deixa feliz. Sim, feliz. Ok, ela relaxa seus músculos, etc e tal. Mas o resultado disso é uma mudança perceptível e positiva no seu humor. O resto pode ser pessoal. Mas, o vento na cara me deixa feliz. Pedalar entre os carros, ser o motor do meu meio de transporte, não poluir. Tudo isso agora contribui para o meu dia ser mais feliz.

Então, pare de liberar CO2 e libere endorfina! Mesmo que seja uma vez por semana.

Recomendo o site do William Cruz. Principalmente o texto “Por que ir de bicicleta?” e as dicas para o ciclista urbano (no canto direito do site).

Andar de bicicleta no transito, por incrível que possa parecer para os meus queridos vizinhos, é muito melhor do que qualquer academia. Eu nunca gostei de academias. É um ambiente, geralmente, hostil. Cheio de competição. Fechado. Não me sinto bem. Na rua é outro papo! As pessoas te olham na cara! Incrível não?

Curiosidades.

Só depois que comecei a andar de bicicleta que percebi quantas bicicletas existem em São Paulo. Mesmo quando preciso sair de carro, como tem ciclista urbano! Preste atenção.

Semana passada quando fui devolver uns filmes na locadora eu fiz o mesmo caminho que sempre fazia com o carro. Não é que “descobri” uma loja que eu estava procurando desde que me mudei, ou seja, há 5 meses!?

Ou seja, eu passei na frente da loja durante 5 meses e por estar dentro do carro nunca tinha percebido. Na primeira vez que fui de bicicleta eu a “descobri”. Como diria o Marcelo, excelente!

Resumindo, vá de bike!

Toda última sexta-feira do mês acontece a http://www.bicicletada.org/. Quem for me avise, podemos conversar lá :-)

Agosto 9, 2008

um estranho alien…

História interessante, se eu falar Woody Allen, o que vem à sua cabeça?

  • Cinema
  • Literatura
  • Música

?

Eu sempre pensava em cinema, mas como nunca fui muito cinéfilo não conhecia nenhum filme dele. Só sabia que ele era um cara legal.

Um dia em alguma livraria da minha cidade caótica eu vi o nome do ser no livro Adultérios. Um pocket book com 3 histórias (ou 4?). Surpreso, peguei o livro e comprei. Que delícia (muito mais paulista…)!

Nunca fui de ler histórias pequenas, sempre gostei/gostaram por mim de livros maiores. Digo gostaram por mim por que meu gosto por leitura foi algo que veio empurrado goela a baixo. Quando você acorda e tem uma folha de um livro do Gabriel García Márquez do lado do seu misto quente, você acaba ficando curioso e tomando gosto pela coisa. E quando você vai escovar os dentes e no espelho tem outro trecho, do mesmo livro? Se isso acontece quando você é um moleque que não ta nem aí com as coisas então…

Enfim, o que acontece é que a maioria dos livros que li foram indicados por alguém, geralmente meu avô. E o gosto dele é muito bem definido, portanto foi natural que eu tivesse um gosto parecido com o dele. Mas…

Mas aí veio o estranho alien (referência musical, como sempre!).

Tudo bem que eu já estava desenvolvendo meu próprio gosto literário, mas esse pequeno livro me mostrou que ainda tinha muita coisa diferente pra ler. Eu sempre gostei de coisas absurdas, comédias piradas e humor ácido. Adoro o Douglas Adams e os caras do Monty Python. Falando neles, Terry Gilliam é um dos meus diretores favoritos. Era meio óbvio que eu gostaria do Allen. Mas ninguém tinha me contado isso!

O interessante da história é que, depois de ler Adultérios, eu resolvi alugar os filmes do cara e acabei gostando da maioria das coisas que vi até agora. Manhattan já ta na lista de filmes favoritos. Zelig e Tudo que você sempre quis saber sobre o sexo disputam lugar com os DVDs do Monty Python. Tudo graças aos livros. Depois de Adultérios eu li Side Effects (ou Que Loucura!) e agora estou lendo o novo dele Fora de Órbita.

Recomendo.

Ou melhor, não recomendo. A literatura e a arte abrem a sua cabeça e você pode perder a vontade de viver a realidade e pode querer mudar o mundo.

Melhor recomendar essa campanha.

(Por que eu coloquei música nas opções lá em cima? Porque depois de ler os livros e assistir os filmes do Allen [a maioria com uma bela trilha sonora] eu descobri que ele ainda toca clarinete numa banda de jazz… é o cara)

Agosto 9, 2008

Senhoras e senhores estamos flutuando no espaço

A música eleva os sentimentos mais profundos do ser humano.

Eu concordo com cada palavra da frase acima (que você obviamente já leu, pois está no link da Wikipedia que eu indiquei abaixo).

Uma vez eu ouvi uma música dos Flaming Lips, banda norte americana que eu fui no show em 2006 sem conhecer e fiquei encantado. É o tipo de música que eleva meus sentimentos. Veja bem, eu acredito que cada pessoa é tocada de forma diferente por cada música ou estilo. Ainda bem, assim eu posso discordar de você.

Mas o que eu quero dizer é que escutando essa música dos Lips (se me permitem…) eu fiquei maravilhado com a sinceridade da letra. É aquela sinceridade de uma criança. Aquela coisa que a gente parece esquecer quando cresce e fica tomado por trabalho e estudo. E qualquer outra coisa. Só sei que às vezes precisamos de alguns tapas na forma de música (ou de sua arte favorita) para lembrarmos e realizarmos certas coisas óbvias.

Do you realize? We’re floating in space.

Simples assim.

E depois deles (para mim, já que na ordem correta vieram antes deles) apareceu o Spiritualized com o seu maravilhoso

Ladies and gentleman, we’re floating in space

Isso é tão simples, mas eu gosto. Voltando aos Lips, cabe mais um trecho da música.

Do you realize?
That happiness makes you cry
Do you realize?
That everyone you know someday will die
and instead of saying all of your goodbyes
let them know you realize that life goes fast
its hard to make the good things last.

Outro dia numa discussão com um amigo ele disse que levo as coisas muito a sério. É verdade, inclusive a música.

Agosto 9, 2008

Antes, um começo

Antes de me aventurar por caminhos (bizarros e) não tão conhecidos, deixe-me falar sobre coisas que eu penso dominar um pouco. Lógico que só eu penso, e todos vão descordar depois de ler, mas assim é a vida. Eu escrevo, você lê. Pode não gostar ou gostar e isso não interfere na vida de ninguém. A não ser que você gaste 5 dos seus preciosos minutos para deixar um comentário.

Música é uma dessas coisas. Então vamos falar sobre ela.

Música.

Pronto,

eu adoro a internet.

Leiam, o artigo é interessante. Principalmente a (não-)definição de música.

Agosto 9, 2008

Mais uma …

…tentativa (inútil?) de falar sobre coisas (in)úteis.

Sobre o nome, era pra ser Rated R, mas alguém teve a idéia antes (e pelo jeito a única idéia que ele teve foi essa, já que não tem mais nada lá). Rated R porque eu achei interessante a frase atrás da caixa do filme Tideland: “Rated R for bizarre and disturbing content”. Se tudo der certo, esse blog deve ser “Rated R” também.

Mas enfim, como não tinha Rated R, ficou Rated B. Obviamente porque Bizarre começa com B. Se bem que meu nome começa com B também, interessante…